Agenda de Compromissos

Outubro

01 - Igreja Batista Central - Jantar para casais - Abreu e Lima
09 - Igreja Batista Pinheirópolis - Encontro de Mulheres - Caruaru - PE
15-17 - Igreja Batista Bíblica - Congresso de Missões - Terra Vermelha - PE
22 - Igreja Batista Rhemaná - 1º Retiro de Mulheres - Rafael - PE
23 - Igreja Betesda Caruaru - Culto da Família - PE
27-31 - SEPAL - Retiro e reunião do comitê - Foz do Iguaçu - PR

domingo, 1 de maio de 2011

Divórcio de Pastores - Uma Reflexão Necessária

“Quem não estiver confuso não está entendendo a situação”
Edward R. Murrow

Introdução

Depois de uma briga “daquelas” entre o pastor e sua esposa, ela sentou na cama e disparou:
- “Prá mim chega, vamos procurar um advogado!”
Ele gelou, e numa fração de segundos, seus 15 anos de casamento passaram rapidamente em sua mente como um trayler de um filme, e deduziu que seu casamento havia acabado ali.
- “Sou mais um pastor divorciado”, pensou!
Mas respirou fundo, ainda meio paralisado sob o impacto do clima que pairava no quarto naquele momento, ainda conseguiu conversar com ela e decidiram procurar ajuda externa de amigos e profissionais habilitados, para tentar solucionar a crise. Esse procedimento os levou a entender que uma boa relação familiar precisa de manutenção constante, pois casamentos são como obras do governo: construções inacabadas.
No ano 2000 foram feitos no Brasil, “121.417 pedidos de divórcios” [1]. Cerca de 332,64 por dia. Nesses divórcios estão muitos pastores e esposas que não conseguiram ficar casados, mesmo fazendo tentativas: “eu fiz tudo o que podia ser feito”, me disse um colega recentemente. O tempo dos descartáveis tem transformado relações humanas em relações objetais, facilitando assim as separações. O divórcio não era permitido no Brasil até dezembro de 1977, hoje pode acontecer em apenas 45 minutos. Logo a tendência natural é que cresça o número de divórcios no Brasil, o que aumentará o divórcio entre pastores e esposas.
Serão consideradas aqui três questões relativas ao divórcio de pastores: Os porquês do mesmo, o que fazer ante os sinais do mesmo, e o procedimento quando ele for uma realidade. Não há a pretensão de ser a última palavra nem de cobrir completamente o tema. O propósito é refletir sobre o assunto que assusta e entristece qualquer cristão sincero, e sugerir contribuições para a diminuição das separações de pastores. Se uma só for melhorada, haverá grande satisfação.

1- POR QUE PASTORES E ESPOSAS SE SEPARAM?

Nenhum casal que se ama, deseja separar, mas infelizmente isso acontece entre muitos pastores e suas esposas. Vejamos algumas causas:

a) Nem todos os casamentos são uniões de Deus – Ingenuamente pensamos que toda união com papel passado, cerimônia religiosa e recepção cheia de guloseimas é feita por Deus. Mas, se formos sinceros, temos que admitir que há matrimônios que Deus uniu, e que têm tudo para dar certo e que há casamentos que o homem uniu. Um casamento pode acontecer apenas por atração física, por dinheiro ou outros interesses. Há pastores que casam com uma mulher que lhe seja útil no ministério. Este é um casamento utilitarista, e uma relação entre duas pessoas deve existir por amor e compromisso, e não pelos benefícios que ela possa trazer a uma das partes, mesmo que seja o ministério pastoral. Dalmiro Bustos (2001), diz que há três coisas que sustentam uma relação conjugal: O afeto, o sexo e os projetos comuns [2]. Quando o afeto acaba o sexo segura o casamento, quando o afeto e o sexo se acabam os projetos comuns como os filhos ou bens adquiridos, mantêm o casal unido, mesmo que superficialmente.

b) São seres humanos caídos – Mesmo um casal seja unido por Deus, comete erros e não consegue manter a relação. Jesus interrogado pelos fariseus sobre a legalidade do divórcio, respondeu que eles acontecem “por causa da dureza do... coração...; entretanto, não foi assim desde o princípio” [3]. Pastores e esposas têm alegrias e crises conjugais semelhantes a qualquer casal, e seus corações também se endurecem. Alguns alegam que depois do casamento o outro muda, não é mais o mesmo que conheceu nos tempos de namoro e noivado. O fato é que uma mulher nunca conhecerá completamente o seu marido e vice versa. Paulo diz que o casamento “é um mistério profundo” [4]. Segundo Paul Tournier o ser humano é composto de uma pessoa e de um personagem. A pessoa é a parte interna, escondida e o personagem é aquele que aparece, o visível. Sempre casamos com o personagem que traz dentro de si uma pessoa desconhecida. Se o personagem for generoso e doador irá correr os riscos de se revelar vagarosamente e se dar a conhecer ao outro. Mas se esconder a pessoa que há dentro dele, a relação se tornará superficial, e essas duas maravilhosas pessoas escondidas, nunca se conhecerão profundamente, o que tornará o casamento uma encenação de personagens e não uma união de pessoas. Portanto a coragem de se revelar ao outro, e despir-se completamente como no jardim do Éden [5], é o que vai fortalecer o relacionamento conjugal entre dois seres humanos caídos.

c) Pessoas de Deus às vezes fracassam – Quando Martin Buber tinha seis anos de idade seus pais se separaram. Sofrendo, aquela criança fez uma pergunta que norteou sua vida até a morte com 86 anos: “Por que pessoas de excelente qualidade humana não conseguem dialogar; não chegam a um diálogo em profundidade?”[6]. Sim, por quê? Esta pergunta sempre estará ecoando em alguns casos de divórcio. Por que pessoas amáveis, inteligentes e eficientes em muitas outras áreas da vida, não conseguem administrar sua relação conjugal? Por que homens de destaque na história bíblica como Davi, Salomão e Sansão não conseguiram se contentar com uma só esposa? E porque falharam no casamento alguns líderes cristãos que influenciaram gerações inteiras com seus pensamentos e atitudes. Paul Tilich, que com o consentimento de sua esposa “tinha uma amante”[7], Martin Luther King Jr., que foi chamado de “mulherengo”[8]? Isso sem citar líderes de expressão nacional que abalaram o Brasil evangélico com seus divórcios.
A relação entre um homem e uma mulher é uma das coisas mais misteriosas da vida. O sábio Salomão, que teve muitas complicações nesta área disse que “são maravilhosas demais... não entendo”[9]. Não é possível compreender completamente porque certas pessoas são realizadas em algumas áreas da vida e infelizes no casamento. Não deve ser assim, mas é importante entendermos que os estes erros não invalidam os feitos que realizaram antes.
No caso do pastor, sua função o faz responsável por três tipos de famílias: a sua, as famílias individuais da igreja, e a igreja como uma grande família, o que é uma grande responsabilidade. Isso faz com que, muitas vezes, sua família seja menos assistida. As igrejas precisam refletir sobre isso, e apoiar o pastor e sua esposa, para que a família deles resista a este avalanche de separações.

2- O DIVÓRCIO AVISA?

Nada acontece da noite pro dia, a não ser chuva de verão. John Gottman chama os avisos do divórcio dos "quatro cavaleiros do apocalipse”
[10]
, que são: a crítica, o desrespeito, a defensividade e o muro de pedra. Normalmente um vem após o outro.
A crítica é o primeiro, e se instala quando os cônjuges começam a se acusar mutuamente com expressões como: “você sempre faz isso”.
O desrespeito vem em seguida com os insultos, zombarias e gestos corporais irônicos como revirar dos olhos, torcer os lábios, e ainda dizer: “Claro que você gosta muito de mim”.
A defensividade segue o desrespeito quando nasce o sentimento de vítima um do outro, e surgem acusações como: “Você nunca me leva a lugar nenhum”, ou “Você nunca tira o prato da mesa, eu tenho que fazer tudo sozinha nessa casa”.
Finalmente chega o cavaleiro muro de pedra. É ele quem faz os corações endurecerem e instala a frieza na relação conjugal. “Você nunca diz nada, só fica aí sentado. É como falar com um muro de pedras”. Jesus falou sobre ele, quando disse que são os corações endurecidos o motivo maior para os divórcios. Quando a relação chega aí, não há mais sentimento. Alguém já disse que o contrário do amor não é o ódio, mas a indiferença. Enquanto há ódio há sentimento, há briga, há diálogo mesmo que rancoroso, mas quando se instala a indiferença, é como se o outro tivesse morrido. “A grande política do casamento é cada um ceder um pouco, para que nenhum dos dois tenha que ceder tudo”[11].

Ante os sinais do apocalipse do casamento, o casal deve respirar fundo, beber um copo com água e contar até dez. A oração a dois é um poderoso recurso e alguns filmes podem ser úteis. Kramer x Kramer, Diário de Uma Paixão, Um Amor para Recordar, Quando um Homem Ama uma Mulher, Como se Fosse a Primeira Vez, e Click. Se o casal não conseguir administrar a situação, deve buscar ajuda pastoral confiável, e se ainda assim, não melhorar, buscar terapia de casal, com um terapeuta de confiança dos dois.

3 – E SE NÃO HOUVER JEITO?

O divórcio é um grande sofrimento. Periodicamente acompanho casos e nunca vi bolo e refrigerante para a assinatura de papéis. Logo, quando não for possível manter viva a relação, o casal deve se esforçar para desfazê-la da forma menos dolorida possível, especialmente para preservar uma boa relação com os filhos, que não sendo responsáveis, sofrem muito. O que não deve acontecer é o cinismo. O casal não se suporta mais, não deseja buscar qualquer ajuda, mas por motivos egoístas, continua a viver junto, dormindo em camas e quartos separados. Tal relação é mais nociva que o divórcio.
Para os que já se divorciaram é importante refletir sobre os motivos que causaram a separação, para não repeti-los num possível segundo casamento.
Já aos que acompanham divorciados, que sejamos apoio. Críticas e acusações não ajudam a recuperar pessoas que estão com suas almas rasgadas. Portanto quando algum divorciado solicitar ajuda, sejamos uma mão amiga. Como disse o filósofo: “O preço de se dar mal é se dar mal”[12]. A dor já é muito grande.
No caso de pastores, no passado os que se separavam eram considerados fracassados numa área vital do ministério, a família; alguns foram abandonados por instituições e comunidades a quem serviram por anos. Hoje, dependendo da forma como ocorre a separação, são acolhidos e tratados por suas comunidades, permanecendo no exercício do ministério, reconstruindo a vida. Seu casamento acabou, mas sua vida e ministério não terminaram.

Conclusão

Não há qualquer garantia que um casamento dure até a morte de um dos cônjuges, se a graça do Senhor não estiver sobre o casal, quebrantando os corações; e os mesmos com humildade buscarem ajuda em oração, e os outros recursos disponíveis como amigos dispostos a ajudar, aconselhamento pastoral, encontros para casais e terapia de casal, para administrar as crises.
Nossa esperança é que a graça de Deus fortaleça os casamentos que ele uniu e transforme pelo poder do Evangelho, os que foram feitos por motivos errados.

Amém!

_____________________

Referências:

[1] MACEDO, Joel. RODRIGUES Virgínia. Antes de dizer adeus. Revista Enfoque Gospel. Rio de Janeiro, Ed. 28, pág.48, Nov. 2003. Mensal. ISSN 1519-8677

[2] BUSTOS, Dalmiro M. Perigo... Amor à vista: drama e psicodrama de casais. São Paulo: Aleph. 2001

[3] Mateus 19.8

[4] Efésios 5.33 (NVI)

[5] Gênesis 2.24

[6] CAFÉ FILOSÓFICO. Porque continuamos casando? Régis de Morais, Campinas: Set. 2006

[7] SHEDD, Russell Philip. Reflexões Sobre a Teologia e Vida. Boletim da Sete. São Paulo: Jul. 1985

[8] YANCEY, Philip. A alma sobrevivente: sou cristão, apesar da igreja. São Paulo, Mundo Cristão. 2004. P. 42.

[9] Provérbios 30.18 (RA)

[10] GOTTMAN, John. Casamentos: porque alguns dão certo e outros não. Objetiva. Rio de Janeiro. 1994. P. 82.

[11] CAFÉ FILOSÓFICO, Idem.

[12] Idem

domingo, 10 de abril de 2011

Pastoral ao Enfermo Terminal

“Achando-a, põe-na nos ombros, cheio de júbilo” (Lucas 15:5)

Ser pastor, cuidador de almas, é uma das experiências mais gratificantes que Deus pode permitir a um ser humano. É uma convocação divina para uma tarefa entre os homens. É uma missão sacerdotal, diferente da profética; pois o profeta confronta as pessoas nos seus erros, enquanto o sacerdote conforta as pessoas nos seus sofrimentos.

Visitar e aconselhar pastoralmente, tem sido uma atividade prazerosa, e ao mesmo tempo dolorosa, que tenho experimentado ao longo destes 17 anos de exercício do ministério pastoral. Prazerosa porque tenho visto muitos desanimados ficarem reanimados com palavras, músicas, leituras bíblicas, e orações nos momentos de visita, e ouvir frases como: “a visita de vocês é um conforto muito grande”. Dolorosa porque muitas vezes vejo faces tristes, ouço gemidos de dor, lágrimas e choros de corpos que se contorcem doentes, como também lamentos de almas angustiadas em sofrimento. A dor também me atinge. Seja por empatia ou quando sou mal compreendido, e por vezes até agredido, quando na intenção de ajudar, acabo magoando ou machucando alguém.

Entre as muitas facetas do acompanhamento às almas sofridas, está o cuidado ao enfermo terminal. Resolvi escrever estas linhas, porque estive por cerca de 10 meses acompanhando a irmã Edna Amorim de Souza, que foi acometida de câncer, e faleceu em 19 de junho de 2005. Mesmo sabendo de seu quadro terminal, ela resistiu às investidas da doença até o momento que pôde. Quando seu corpo não suportava mais as dores, desejou descansar, se entregou ao Senhor e descansou.

Creio que é importante, que todos nós que temos recebido a tarefa pastoral de cuidar das almas das ovelhas, também saibamos um pouco sobre o comportamento das mesmas em relação às doenças terminais que as atingem. Conforme a Drª Küber-Ross , há algumas fases pelas quais passa uma pessoa com uma doença terminal. - Na primeira fase, a pessoa nega a doença e sua gravidade e recusa-se a falar sobre o assunto, tendendo ao isolamento. Procura iludir-se, fazer de conta que não está acontecendo com ela. São defesas temporárias à dor psíquica frente à morte. Em geral não persiste muito tempo, mas sua duração e intensidade dependem de como a pessoa e a sua família são capazes de lidar com esta dor. - Quando não é mais possível manter o estágio de negação, surgem sentimentos de revolta, raiva, mágoa, inveja, ressentimento. Nesta fase a pessoa se pergunta: “ninguém na minha família tem essa doença, o que aconteceu? por que eu? por que comigo?” e faz exigências, reclama e solicita atenção contínua. Os relacionamentos nesta fase tornam-se muito conflituosos, já que todo o ambiente é atingido. - Quando percebe que a raiva também não resolveu, a pessoa entra no terceiro estágio, tentando barganhar, geralmente com Deus. A maioria das barganhas é mantida em segredo, mas este não foi o caso de Edna. Ela disse claramente: “Se é prá cuidar desta doença por 12 meses, prefiro cuidar de mim e trabalhar na Igreja com meus irmãos por 6 meses”. Como dificilmente a pessoa tem alguma coisa a oferecer a Deus, além de sua vida, e como Este parece estar tomando-a, quer a pessoa queira ou não, estas negociações assumem mais a característica de súplicas. Por exemplo, faz-se promessas de uma vida dedicada à igreja, aos pobres, à caridade, em troca de mais tempo de vida. Nesta fase a pessoa mantém-se dócil, serena, reflexiva. - A quarta fase é a da depressão. Quando a debilidade física é evidente e a pessoa já não consegue negar sua condição, quando já expressou sua raiva e revolta, quando percebe que não resolve fazer barganhas, surge então o sentimento de grande perda. É o sofrimento e a dor psíquica de quem percebe a realidade nua e crua, como ela é realmente. Então vem o desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro. “Eu desisto de orar para Deus me curar”, foram palavras que ouvimos de seus lábios, entre gemidos de dores. - Por último, vem a aceitação, que surge quando a pessoa já não experimenta o desespero e nem nega sua realidade. A aceitação aqui é sinônimo de conformidade, aceita a morte porque acredita que a luta acabou e o corpo já não agüenta mais. É o período onde a pessoa encontra a paz, o silêncio daqueles que estão cansados de sofrer. Já não tem mais interesse pelo mundo e começa a fazer o seu desligamento. É importante ressaltar que estes estágios podem se intercalar e repetir durante todo processo da doença. Nestes 10 meses que acompanhei Edna e sua família, pelo que pude perceber, já nos encontramos na terceira fase da teoria da Drª Kümber-Ross, pois ela estava sendo cuidada no INCA (Instituto Nacional do Câncer), no Rio de Janeiro, onde tinha um bom tratamento, e uma possibilidade maior de sobrevida, e resolveu mudar-se para Caruaru, onde o hospital do câncer mais próximo é o do Recife, e está em péssimas condições de atendimento. Antes de sair do Rio, ela insistiu com o médico para lhe informar o tempo aproximado de vida, e ele disse que se ela fizesse mais uma etapa de uma nova terapia medicamentosa vinda dos Estados Unidos, teria de 10 a 12 meses de vida; se não, de 4 a 6 meses. Diante desta noticia, decidiu vir para Caruaru e ainda viveu 11 meses.

Nas muitas visitas feitas à Edna, às vezes em casa, às vezes no hospital, vi pessoas bem intencionadas, tentando ajudar, mas que cometiam erros grosseiros e acabaram criando falsas expectativas quanto à recuperação de sua saúde, que se foram frustrando com o passar dos dias. Diante disso, desejo humildemente oferecer algumas sugestões para uma ação pastoral a um doente terminal. 1. Ser conveniente quanto ao momento da visita – procurar saber dos familiares ou do próprio enfermo, a hora mais adequada para visitar. Há horas em que todos estão cansados e por mais bem intencionada que ela seja, a visita não é desejada. 2. Ser conveniente com as palavras – as palavras não são a coisa mais importante numa visita, mas a presença amiga. Certa pessoa falou prá Edna depois de uma leitura bíblica e uma oração: “a irmã não está doente, a irmã estava doente, porque o Senhor já a curou”. Eu quase perco a calma nessa noite. Estas são tentativas de estímulo do doente, mas geram expectativas irreais. Palavras negativas também não são bem vindas, como a outra que falou: “minha amiga morreu com essa doença, com muitas dores”. Se o visitador não sabe o que dizer, é melhor cantar uma música, ler um Salmo orar, e depois se retirar. 3. Ser paciente com as queixas e reclamações dos parentes. Eles em geral estão com suas vidas e horários alterados para dar atenção ao enfermo. Até quando forem agressivos com o visitador, entenda que aquele é um momento muito difícil e todos estão cansados, gastando dinheiro e vendo seu parente perecer. Neste momento os nervos ficam à flor da pele. 4. Ser disponível, oferecendo-se para algum tipo de ajuda prática, pois dependendo do caso, o doente ocupa muito do tempo dos familiares. Um bolo, um café completo, uma torta. Quem sabe lavar uma louça, varrer a casa ou levar uma roupa prá casa prá lavar e passar. 5. Está próximo para ajudar nas decisões da família, alertando, mas sem impor sua posição, pois está é uma hora na qual alguns oportunistas de plantão (médicos, hospitais, companhias de seguro, floriculturas, casas funerárias etc.), querem sugar até o último centavo da família e do enfermo.


CONCLUSÃO – A tarefa pastoral é das mais nobres que uma pessoa pode receber. Que nós, pastores, sacerdotes, visitadores, possamos vivê-la na sua integralidade: Amando ao Senhor, e cuidando de suas ovelhas. Seja no cotidiano, seja nos momentos de doenças terminais. Amém!

sexta-feira, 25 de março de 2011

Violência contra mulher

Tá na cara; não esconda!

“A imagem de Deus... homem e mulher os criou” (Gn 1.27)

Naquela tarde ela entrou no gabinete pastoral. Loira, magra, uns trinta anos. Um pequeno corte no lábio inferior que parecia recente. Bonita, mas de aspecto sofrido; cabelos maltratados e voz pesada.
Veio para se aconselhar após ouvir um programa de rádio que falava sobre as crises familiares. Em pouco tempo de conversa comigo e com Rosélia, a revelação: “Eu sempre apanho do meu marido”.
Cresce a violência do homem contra a mulher. “A cada 15 segundos, uma mulher é agredida por seu companheiro” . Isso acontece sem nenhuma discriminação racial, sócio–econômica ou religiosa. Mulheres negras e brancas, ricas e pobres, católicas e protestantes ou de outras crenças, têm sido vítimas da violência masculina sobre elas.
As causas desta crescente violência, os agressores e as formas como acontecem, bem como as providências a serem tomadas quando ocorrerem atos de violência contra as mulheres, serão aqui abordados.

1. AS CAUSAS – A matriz geradora da violência humana é sem dúvida o pecado. (Gn 4.8), mas há pelo menos mais duas causas que estimulam a esta violência. A primeira é o aspecto físico, ou seja, em geral os homens são mais fortes que as mulheres, e por isso se acham no direito de violentá-las quando há diferenças entre eles. A segunda, e entendo que esta é a maior causa, é a predominância da cultura machista na maioria dos países do mundo; ou seja, os homens se acham superiores às mulheres.
Desde os tempos mais remotos, o mundo é social e economicamente dominando pelos homens. Vemos que “na cultura judaica, assim como nas culturas vizinhas, a mulher era de forma geral colocada em segundo plano” . Os judeus oravam dando “graças a Deus porque não tinham nascido nem gentios, nem mulheres e nem escravos” . E em muitas situações, as mulheres eram “compradas por seu futuro esposo e, inclusive, vendidas como escravos” (Êx 21.7-11). Mesmo no tempo de Jesus e dos apóstolos, elas “não eram consideradas iguais aos homens... e eram obrigadas a obedecer ao marido como dono, e essa obediência era um dever religioso” .
Com base nesta suposta superioridade genérica, foi formada uma consciência coletiva, que funciona como uma conserva cultural. Logo, apoiados por esta suposta superioridade, os homens agridem as mulheres.

2. OS AGRESSORES E AS FORMAS – Conforme o Disque Denúncia , em Pernambuco, a maioria das agressões ocorrem dentro das casas, no ambiente infrafamiliar, e são causadas pelos parentes mais próximos como maridos ou companheiros (87%), avós (2%) e pais (1%). As formas mais comuns são as agressões físicas, com lesões corporais tais como murros no rosto, quebra de braço, chutes, incluindo-se também o abuso sexual, quando se trata de crianças e adolescentes. Já as agressões verbais se caracterizam por ameaças como: “eu vou te pegar” e “eu vou te matar”.

3. AS PROVIDÊNCIAS – A violência não deve ser tolerada em qualquer circunstância, mas combatida com a paz e a justiça, pois somo filhos do príncipe da paz (Isaías 9:6), e herdeiros de um reino de justiça (Mt 6.33). Ela não pode ser combatida com violência, mas pela cultura da paz e da justiça. Logo a primeira providência a ser tomada em relação à violência contra a mulher, é a precaução, evitando o primeiro tapa.

3.1. PRECAUÇÃO - Evite o primeiro tapa, pois o primeiro tapa a gente nunca esquece. Querida leitora, esteja atenta, “com as antenas ligadas”. Quando perceber agressividade por parte de seu marido ou companheiro, ou quando lhe fizer ameaças, previna-se. Busque o diálogo com ele até esgotar o assunto, e deixe bem claro que você é uma mulher criada à imagem de Deus (Gn 1.27), e não vai ficar passiva caso uma agressão concreta aconteça. Na maioria das vezes o homem que bate na mulher, o faz porque sente que ela não vai reagir. Se os dois forem crentes, procure o pastor da Igreja, irmãos de confiança e os torne cientes da situação, pois o silêncio é o amigo íntimo da violência. No caso da violência acontecer, tome a segunda providência, a legal.

3.2. LEGAL - É preciso procurar uma delegacia, de preferência a da mulher, para prestar queixa e fazer o exame físico para que se comprove a agressão. Ele, o agressor, vai ser chamado lá, e repreendido por uma mulher, e vai pensar outra vez antes de proceder de forma violenta. A providência psicológica também é fundamental.

3.3. APOIO PSICOLÓGICO – Uma mulher que apanha e aceita continuar apanhando, tem sérios problemas psicológicos e precisa de urgente tratamento. A auto-estima está num nível muito baixo. Voltando a falar da senhora que entrou no meu gabinete para se aconselhar, eu perguntei por que ela não deixava aquele marido, (na verdade companheiro pai de sua filha)? Ela respondeu que era porque gostava muito dele. Ela gostava dele, mas não gostava de si mesma. Nesta hora é importante lembrar que Jesus ensinou que devemos amar ao próximo como a nós mesmos (Mt 19.19). Ela Chorou e pediu ajuda para solucionar aquele problema que tanto a angustiava. Eu e Rosélia conversamos e oramos com ela, mostramos o valor que ela possui diante de Deus e dos homens e a convidamos para voltar, mas ela não retornou.

Se você querida leitora apanha do seu marido ou companheiro, ou se você sabe de alguma amiga ou irmã que está nesta condição, saiba que é urgente a necessidade de buscar ajuda psicológica. A outra providência que também julgo necessária é a pastoral.

3.4. AÇÃO PASTORAL – É importante que cada mulher neste mundo tome conhecimento do seu valor. Que todas saibam que não são inferiores, nem superiores aos homens. Por isso desejo propor uma rápida pastoral feminina, que também chamo de GINETEOLOGIA, que resgate a igualdade em termos de valores, entre homem e mulher.
a. Deus os FORMOU iguais (Gn 1.27,28) – Ambos foram formados à imagem e semelhança de Deus, e os dois, em parceria receberam a benção de Deus, e a ordem de encher a terra, sujeitá-la e dominá-la. Os dois, não só o homem.
b. O Pecado DEFORMOU a relação do casal (Gn 3.16) – No princípio ambos recebem o mandato de dominar a terra, mas com a entrada do pecado entre eles, a relação que era igual e de parceria, passa a ser desigual e de dominação “ele te governará”. Ao invés dos dois dominarem a terra, o homem passa a dominar a mulher. Logo toda relação na qual há o domínio de um sobre o outro, é uma relação que está sob a influência do pecado.
c. O Evangelho TRANSFORMOU o Projeto Original (Gl 3.28) – As Boas Novas de Jesus Cristo são a da formação de uma nova sociedade, uma sociedade de iguais, de resgate de valores perdidos. Que nela não haja dominação nem competição, mas cooperação e parceria entre todos. Sem o orgulho dos Judeus sobre os gentios, nem a dominação de uma raça sobre a outra, e nem a superioridade do homem sobre a mulher, pois nesta nova comunidade, todos são iguais, em um só: CRISTO!
Portanto o que Deus criou e o pecado deformou, o Evangelho transformou, resgatou. Aleluia!

CONCLUSÃO – Meu desejo é que cada amada leitora de Vida Cristã possa se fortalecer nos valores do Reino de Deus, quanto à sua posição como mulher, evitando que as atitudes de violência cheguem até vocês, e caso ela já tenha acontecido, buscar agir de forma adequada, para desfrutar o que Jesus lhe prometeu: vida abundante na terra (Jo 10.10), e vida eterna nos céus (Jo 5.24).

Que Deus as abençoe!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Uma Mulher no caos

“Irei atrás de meus amantes, que me dão o meu pão e a minha água...” (Oséias 2:5b)
GÔMER, ERA UMA MULHER (DES)VIRTUOSA, UMA MULHER NO CAOS


Introdução – Gômer, a esposa do profeta Oséias, em nada se parece com a mulher virtuosa de Provérbios 31. Ao invés de amar a seu marido ela o traiu e o abandonou, como também a seus filhos. Ao invés de trabalhar, buscava o pão na prática da prostituição. Não era pura, mas pecadora, cometendo toda sorte de impureza possível a uma mulher. Era insegura e triste, sem auto-estima e andava errante, sem afeto, em busca de aventuras. Podemos chamá-la de mulher (des)virtuosa. Não amava a si mesma, não amava a seu marido, nem a seus filhos, nem a seus amantes, tão pouco aos valores eternos do Senhor. Só amava aos prazeres transitórios da vida: muito sexo, bebida, noitadas, gargalhadas em alta voz, mas vazias de sentido... Quem sabe dizendo algumas vezes: “quanto mais melhor”, sem medir as conseqüências de seus atos. Mesmo tendo sido muito amada por seu marido, desprezou este grande amor.
A expressão que caracterizava Gômer, esposa do profeta Oséias era o não-amor. A ausência do amor de Deus em sua vida, fazia com que ela não amasse a si mesma, nem ao seu marido nem aos seus filhos. Ela não conseguia amar a vida, por isso buscava tantas alternativas de prazeres passageiros, transformando sua vida num verdadeiro caos.
Assim foi a sua vida:

1. O NÃO-AMOR A SI MESMA (Oséias 1:2) “...uma mulher de prostituições”
Gômer era uma mulher que vivia na prática da prostituição. As causas que a levaram a tal situação, não se sabe exatamente, mas certamente um dos elementos que faz uma pessoa não se amar é a ausência de amor de seus pais e de sua família, o seu mundo importante, ou significativo. Uma mulher que vende seu corpo, ou outros valores do seu ser, como a sua consciência por exemplo, é uma pessoa que ainda não descobriu o seu verdadeiro valor, ainda não aprendeu a amar a si mesma.
Uma mulher que nunca foi muito amada e de repente recebe uma “over dose” de amor, pode não se sentir merecedora deste amor e ao invés de retribuir com amor, ela machuca e rejeita quem a ama.
A esposa de Oséias, Gômer, não amava a si mesma.

2. O NÃO-AMOR A SUA FAMÍLIA (Oséias 2:5a) “...irei atrás de meus amantes...”
É incrível como isso pôde acontecer, mas infelizmente aconteceu e ainda acontece. Mulheres deixam seus maridos e seus filhos e vão atrás de aventuras amorosas, loucamente apaixonadas. Às vezes influenciadas por amigas, vizinhas, filmes ou novelas perniciosas que estimulam este tipo de comportamento.
Sem conseguir resistir, ela se lançava no mundo e sofria as conseqüências dolorosas. Procurava prazer, bebida, comida... fora de casa. Buscava o proibido e o diferente, porque sua relação com seu marido e filhos não era de afeto e de confiança. Mesmo que eles a amassem muito, ela não conseguia amá-los. Como deve ter doido o coração de Oséias e de seus filhos, ao serem rejeitados por sua esposa e mãe.
Assim também sofre o Senhor, quando nós o traímos e o deixamos com nossas “prostituições”.
A mulher de Oséias, não amava a sua família.

3. O NÃO-AMOR AOS SEUS AMANTES (Oséias 2:5b) “...meus amantes me dão o meu pão e a minha água, a minha lã e o meu linho, o meu óleo e as minhas bebidas”
A busca por amantes, não era uma busca por um amor de verdade, mas “justificada” pela satisfação das necessidades básicas, que por sinal já eram supridas dentro de casa. Gômer era uma mulher ansiosa, que nada a satisfazia, era inquieta. Quanto mais tinha, mais queria. Como símbolo do próprio povo de Israel, quando desejou um rei. O Senhor queria ser o rei deles, mas disseram o seguinte a Samuel: “constitui-nos, pois, agora, um rei sobre nós... como o têm todas as nações” (I Samuel 8:5).
Ás vezes é exatamente assim que acontece com algumas mulheres, homens e famílias em geral. A nossa ansiedade nos leva a desejar o que não temos, deixando de ver o que possuímos, que muitas vezes é muito mais precioso. Como diz o ditado popular: “A grama do vizinho é sempre mais verde, e a galinha do vizinho sempre mais gorda.”
O não-amor a si mesma gerou em Gômer outros não-amores.

4. O NÃO-AMOR AOS VALORES DO SENHOR (V. 2:13b) “Andou atrás de seus amantes, mas de mim se esqueceu, diz o Senhor.”
Por mais que recebesse o amor do Senhor e conhecesse os seus valores através do profeta Oséias, ela não conseguia experimentá-los. Encontrava sempre uma forma de fazer algo errado para contrariar a Deus e rejeitar o seu amor. “Festas, luas novas, sábados solenidades, prostituições, amantes, trigo, vinho, óleo...” Vendendo o corpo com pagamento e tudo. “a paga que me deram meus amantes” (v.12).
O Senhor deu a ela a oportunidade de mudar de vida, ser transformada, receber e viver este amor eterno e maravilhoso (2:14-23). Tentativas foram feitas, mas ao que parece a esposa de Oséias, símbolo do povo de Deus, não aproveitou a chance, e outra vez voltou aos seus caminhos de prostituição e erro: “Ó Efraim, que tenho eu com os ídolos?” (14:8a).
As mulheres virtuosas que amam a Deus devem aproveitar as oportunidades para melhorar o seu relacionamento com Ele, amando-O e aos seus valores.
A esposa de Oséias, uma mulher (des)virtuosa, não amou os valores do Senhor, e sua vida tornou-se num caos.
Dedico essas quadrinhas a todas as mulheres que não desejam que suas vidas sejam um caos.

MULHER (DES)VIRTUOSA: UMA MULHER NO CAOS

I
GÔMER, A MULHER DE OSÉIAS
NÃO ERA UMA MULHER IDEAL
ELA FOI MUITO AMADA
MESMO ANDANDO NO CAMINHO MAL
AINDA NA SUA VIDA ERRADA
FOI POR AMOR PERDOADA:
AMOR INCONDICIONAL

II
MAS ELA FEZ A OPÇÃO
DE JOGAR FORA UM GRANDE AMOR
E COM ESSA TRAIÇÃO
ENCHEU UM CORAÇÃO DE DOR
RETORNOU À VIDA ANTIGA
AO SER PELA TENTAÇÃO ATRAÍDA
VOLTOU À RUA DO AMARGOR
PARA UM CAMINHO DISTANTE
LONGE DO AMOR DO SENHOR

Que Deus abençoe a todas

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma Mulher Ideal

Mulher virtuosa, quem a achará?” (Provérbios 31:10)

A ANÔNIMA MULHER DE PROVÉRBIOS 31, ERA UMA MULHER IDEAL

Introdução – A mulher descrita em Provérbios 31 era simplesmente perfeita. Certamente todas as mulheres cristãs desejam ser como ela, e todo homem deseja ter uma esposa assim. Primeiro, ela não passava por crise de qualquer tipo em sua vida. Não tinha problemas familiares com o marido, nem com os filhos, sua casa era um verdadeiro céu. Não passava por problemas financeiros pois trabalhava como uma executiva do século XXI, fazia bons negócios e era sempre bem sucedida. Ah! Ela tinha empregadas que cumpriam as suas ordens e a ajudavam em todas as suas tarefas, por isso ela não tinha estresse doméstico. Socialmente falando, freqüentava a roda da alta sociedade, e seu marido era notado pelas pessoas enquanto sentava entre juízes, líderes e governantes. Além de tudo, era uma mulher santa, sem problemas espirituais. Colocava a beleza física em 2° plano, e exaltava a beleza interior, reconhecendo que o verdadeiro elogio a uma mulher deveria ser por sua intimidade e temor ao Senhor.

Qual o segredo desta mulher? podemos perguntar! Certamente não há uma regra fixa e simples a ser repetida por todas as mulheres para alcançar o sucesso da mulher virtuosa, mas nas características citadas no texto, vemos uma que é marcante, o amor. Segundo o Dr. Merval Rosa, uma pessoa sadia ama e produz. A mulher virtuosa possuía estas duas características. O resultado de uma vida cheia de amor é uma vida virtuosa, que passaremos a descrever agora. Ela possuía amor e o colocava nos seus relacionamentos e ações.

1- O AMOR A SI MESMA (V. 10b) “O seu valor excede o de finas jóias”

Este é o primeiro amor que notamos no início da descrição das características desta mulher. É ressaltado do seu valor pessoal. Ela valia mais que as jóias muito caras. Um dos maiores valores que uma mulher possui está na consciência de quanto ela vale. Quantas mulheres não sabem disso e vendem o seu corpo como objeto a um homem para que ele o use e “desfrute” dele por alguns momentos apenas, para a satisfação de seus desejos físicos. Outras são espancadas e se deixam espancar por não saberem quanto valem. A mulher virtuosa tinha a percepção que foi criada à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26,27). Ela sabia que uma só mulher, vale mais que toda a riqueza do mundo junta. A mulher virtuosa amava a si mesma.

2- O AMOR À SUA FAMÍLIA (V. 11, 12, 21, 23, 28) “O coração do seu marido confia nela.”

Pelo menos 5 vezes foram feitas referências à sua relação familiar. Esta mulher amava a seu marido e a seus filhos. Havia entre ela e o marido, por exemplo, uma forte relação de confiança e afeto, que são dois fortes pilares de um relacionamento conjugal sadio. Quando um casal se ama, há o desejo de um ser fiel ao outro, e de buscar sempre o bem estar do outro. Infelizmente a quantidade de traições cresce bastante em nossos dias. Tanto homens quanto mulheres traem, rompendo assim o afeto e a confiança entre eles.

Seus filhos a elogiavam e eram também por ela cuidados e agasalhados nos momentos de frio. Havia naquela família uma relação de troca afetuosa que também pode haver nas nossas. Mulheres que tratam mal a seus filhos, e são por eles maltratadas, precisam buscar ajuda para que o amor flua nessa relação familiar. A mulher virtuosa, amava a sua família.

3- O AMOR AO SEU TRABALHO (V. 13-19) “...de bom grado, trabalha com as mãos”

Em se tratando de ocupação no mercado de trabalho, esta mulher estava bem à frente de seu tempo. No meio de uma cultura machista há mais de 700 anos antes de Cristo, ela parecia uma mulher-mãe que vive nos nossos dias, em pleno século XXI, com uma jornada tripla de trabalho: duas fora de casa e uma em casa. Levantava cedo, trabalhava com as mãos, providenciava o pão para a sua casa, comprava, vendia, delegava, ajudava aos pobres... Posso imaginar que ela ainda arranjava um tempinho para cuidar de sua beleza feminina.

Ela trabalhava com muita alegria e amor, e por isso o seu trabalho fluía de forma natural e era produtivo.

Quando não amamos o trabalho que fazemos, então levantamos com preguiça, resmungamos, reclamamos, somos pessimistas e os resultados não acontecem. A mulher de Provérbios 31, via virtude em seu trabalho, e o fazia com amor.

4- O AMOR AO SENHOR (V.30) “...a mulher que teme ao Senhor, essa será louvada.”

Conquanto ela fosse exaltada por todas as outras qualidades já citadas, o texto é enfático ao dizer que a mulher que deve ser louvada, é a que teme ao Senhor, cuja beleza mais importante é a interior. É muito provável que ela fosse também uma mulher bonita, pois se cuidava, trabalhava e fazia tudo com amor, e isso embeleza as pessoas, O “poetinha”, como era carinhosamente chamado Vinícius de Morais, se enganou quando disse: “as feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”. Ele estava enfatizando apenas as curvas e o balanço das “garotas de Ipanema”, que não contam para o desenvolvimento da beleza interior, que é o amor e o temor ao Senhor. Às vezes até atrapalha, pois algumas mulheres quando se acham muito bonitas se tornam vaidosas e orgulhosas, afastando-se assim de Deus. Para uma mulher ser bonita de verdade, ela precisa amar e temer ao Senhor.

Concluímos com essas quadrinhas que dedicamos a todas as mulheres que desejam ser virtuosas.

MULHER VIRTUOSA: UMA MULHER IDEAL

I

UMA MULHER VIRTUOSA

É A MULHER IDEAL

ELA É TRABALHADORA

SEMPRE FAZ BEM E NÃO MAL

ENTRE PESSOAS IMPORTANTES

SEU MARIDO É O TAL

E ENTRE OS COMERCIANTES

ELA FAZ BONS NEGÓCIOS AFINAL

II

SEUS FILHOS A CHAMAM DITOSA

E ANDAM SEMPRE BEM VESTIDOS

DESFRUTAM FARTURA NA MESA

ESTÃO SEMPRE GARANTIDOS

DEVIA SER BONITA POR FORA

APESAR DE SABER COM FERVOR

QUE A VERDADEIRA BELEZA

DA MULHER QUE TEME AO SENHOR

É A BELEZA INTERIOR

Que Deus as abençoe

Pr. Marcos Quaresma

quarta-feira, 9 de março de 2011

Uma Mulher Real

“Senhor dá-me dessa água, para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la”.
(João 4:15b)
A SAMARITANA QUE ENCONTROU JESUS, ERA UMA MULHER REAL

Introdução – A mulher samaritana, era uma mulher real, que passou por diversas crises em sua vida, como muitas neste mundo também passam.
Por ser discriminada pelos judeus e mal vista por sua sociedade, freqüentava o poço d’água nos horários de pouco movimento.
Pelo que podemos ler na história do capítulo 4 do Evangelho de João, ela era muito sofrida, já que tinha passado por cinco separações.
A mulher samaritana também se sentia culpada por ser “a outra” de um homem casado, com o qual estava envolvida. Era uma pessoa com a alma árida, com muitas sedes: Sede de água (H2O), mas também sede de um verdadeiro amor, que havia buscado em cinco casamentos que não deram certo. Todas as suas investidas amorosas fracassaram, e a atual não iria muito longe.
Era solitária, pois buscava água sozinha no poço, que simboliza também a sua situação: Ela chegou ao “fundo do poço”. A Psicoterapeuta Fátima Fontes costuma dizer que a vantagem de se chegar ao fundo do poço é que só há uma saída: prá cima!
Mas ao encontrar-se com Jesus, viu uma oportunidade de mudança. Discutiu história, discriminação racial e teologia com ele, e afinal rendeu-se ao seu poder e aos seus argumentos amorosos. Passou por uma profunda restauração e mudou de vida. Bebeu a água viva, nunca mais voltou a ter sede, e ainda distribuiu com seus amigos.
A samaritana, era uma mulher real, que passou por momentos difíceis, e conseguiu superá-los e se restaurar na companhia de Cristo.
A palavra que marca a vida da samaritana é restauração, que aconteceu da seguinte forma:

1. NÃO AMAVA A SI MESMA (V.17) “...cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens, não é teu...”
O não amor a si mesma, fez com que aquela mulher não amasse aos “seus maridos”, nem à sua próxima (estava com o marido de outra), e assim levava uma vida entre erros e acertos, com mais erros do que acertos.
Certa irmã após separar de seu marido disse: “Aquela foi a caneta mais pesada que eu já segurei”. As dores de um divórcio ao que aprece, são muito grandes, pois deixam marcas profundas na alma do casal e também de seus filhos.
Algumas mulheres amam muito a seus maridos e filhos e realmente devem amá-los, mas esquecem de amarem a si mesmas conforme o mandamento de Jesus: “... amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22.39b)
A mulher samaritana não amava a si mesma.

2. AMAVA A RELIGIÃO, MAS NÃO CONHECIA A DEUS (V. 20) “Nossos pais adoravam neste monte...”
Desde a divisão de Israel entre o reino do norte (Israel) e do sul (Judá): I Reis 12, não há harmonia entre judeus e samaritanos. Primeiro porque os samaritanos fizeram um novo centro de adoração ao Senhor. Em segundo lugar, a situação se agravou quando houve o exílio do reino do norte (Israel), para a Assíria, pois os principais cidadãos de Israel foram levados cativos em 722 antes de Cristo. Parte do povo conquistado foi levado como escravo para o território dos conquistadores, e o território de Samaria foi ocupado por não judeus. Logo os judeus não se dão com os samaritanos, em parte porque fizeram um novo centro de adoração ao Senhor depois da divisão do reino, e em parte porque são estrangeiros.
Com uma religiosidade aprendida com seus antepassados, descendentes de Jacó (v.12), esta mulher participava de cerimônias de adoração religiosa, com data e locais específicos: “neste monte”. Amava as tradições, os ritos e os lugares, mas ainda não conhecia a essência do verdadeiro amor e adoração a Deus (v.24).
É possível a qualquer pessoa ir à igreja, respeitar certas datas, participar dos cultos, contribuir e ainda assim não conhecer a Deus. Assim era a samaritana: Amava a tradição religiosa, mas ainda não conhecia ao Senhor.

3. RECEBEU O AMOR DE CRISTO (V. 25,26) “Eu sei, respondeu a mulher, que há de vir o Messias...eu o sou, eu que falo contigo.”
Ela foi amada por Jesus, que se revelou naquele momento e lhe deu uma grande oportunidade. A Bíblia nos mostra que Deus é o Deus da segunda chance, da oportunidade. Logo, a Igreja, que é o corpo de Cristo, também deve espelhar este modelo de amor, o amor incondicional. Como disse certa vez o Pr. Adair Gomes da Luz, “A Igreja não é um clube de santos, mas um hospital de doentes”. Mesmo que a comunidade como instituição possua suas normas, não pode ser fria a ponto de abrir mão do amor e acolhimento às pessoas que estão com sede espiritual, em busca da restauração de suas vidas.
A mulher samaritana foi amada por Jesus e ao receber este grande amor, restaurou completamente sua vida.

4. AMOU AO PRÓXIMO (V. 28,29) “...deixou o seu cântaro, foi à cidade...”
Aquela mulher que estava solitária, após se encontrar com Jesus e saciar a sua sede espiritual, deixou o seu cântaro e foi à cidade para falar aos seus conhecidos e amigos sobre o amor que havia mudado a sua vida. Deixar o cântaro simboliza que não tinha mais sede. Ir à cidade mostra o seu desejo de compartilhar com outras pessoas aquele grande amor. Agora sim, havia encontrado um amor de verdade, não aqueles amores passageiros, que vêm por um momento apenas interessados em prazeres momentâneos e logo vão embora. Um amor que veio para ficar e mudar completamente a sua vida. Só quem tem amor de verdade pode distribuí-lo com os outros.
A samaritana foi amada por Jesus e espalhou o amor que recebeu com o seu próximo.
Ofereço estas quadrinhas a todas as mulheres que um dia já tiveram o privilégio de ter suas vidas restauradas pelo encontro com Jesus.

MULHER SAMARITANA: UMA MULHER REAL

I
A MULHER SAMARITANA
TEM HISTÓRIA INTERESSANTE
ESTAVA SOZINHA NO POÇO
NUM MUI DIFÍCIL INSTANTE
TINHA UMA VIDA ÁRIDA
TANTO POR DENTRO COMO POR FORA
SE TINHA SEDE DE ÁGUA
TINHA TAMBÉM DE AMOR
POIS CINCO DIVÓRCIOS JÁ PASSARA
EM SUA ALMA ERA GRANDE A DOR

II
MAS VIU OPORTUNIDADE
QUANDO A JESUS ENCONTROU
UM PROFETA COM AFETO
SUA HISTÓRIA REVELOU
NÃO PERDEU AQUELA CHANCE
RECEBEU ÁGUA COMPLETA
E AOS SEUS COMPATRIOTAS
CHEIA DE ALEGRIA E VIGOR
ANUNCIOU QUE TINHA ACHADO
O SEU GRANDE SALVADOR

Que Deus as abençoe

Famílias melhores, fazem uma sociedade melhor!

Thales, Rosélia, Marcos, Tharsis e Thaiane